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Panorama dos queijos produzidos no Rio Grande do Sul

Entidades visam o crescimento da produção de queijos para fomentar a economia e o turismo local

02/09/17

Da Redação

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Esteio – As receitas que originaram os primeiros queijos do Rio Grande do Sul tiveram grande influência de europeus, principalmente dos portugueses. De lá pra cá, muitos produtores gaúchos estão apostando neste mercado. Para falar sobre os queijos produzidos aqui no Estado, João da Luz, médico veterinário da Emater-RS, Danilo Gomes, coordenador técnico da Secretaria da Agricultura do RS, e Isabel Kasper, professora de Gastronomia da UFCSPA, estiveram presentes na Arena do Conhecimento, no Salão do Empreendedor, na Expointer, neste sábado, 2 de Setembro. 

Palestra na Arena do Conhecimento do Salão do Empreendedor (Foto: Giovani Vieira)

Liderando projetos para o desenvolvimento do queijo colonial gaúcho, Danilo Gomes vem trabalhando na expansão e qualificação na produção deste queijo. “É importante termos um referencial para termos um queijo colonial. Hoje não temos nenhuma regulamentação que especifique o que um queijo deve ter para ser chamado de queijo colonial”,  explicou. O palestrante disse que o Governo do Estado tem o objetivo de expandir a produção de queijo colonial. “A discussão que queremos trazer para os gaúchos é sobre a possibilidade de ter queijos coloniais em várias regiões do Estado? Queremos que várias regiões passem a ser produtoras, fomentando a economia e o turismo local”, finalizou.

Para falar sobre o queijo serrano, o médico veterinário da Emater RS João da Luz analisou a origem e onde podemos encontrar produtores no estado. “O saber fazer do queijo serrano tem origem portuguesa. Os açorianos trouxeram aqui para o Rio Grande do Sul. Aqui no Estado, este tipo de queijo é produzido apenas na região dos Campos de Cima da Serra, em 16 municípios”, explicou. Assim como o queijo colonial, o serrano não possui nenhuma legislação que especifique suas características. Para visar o desenvolvimento da produção deste queijo, a Emater RS e a Epagri estruturaram um projeto de Qualificação e Certificação do Queijo Serrano. “Reunimos entidades, produtores e pesquisadores. Fazemos um trabalho profundo para capacitar produtores. Conseguimos, aos poucos, gerar uma grande valorização deste queijo. Trabalhamos forte na regularização e formação de associações que ajudaram a valorizar a economia e a cultura local”, finalizou Luz.

Ao final das palestras, a professora Isabel Kasper falou sobre seu trabalho na faculdade e presenteou o público com a degustação de pratos feitos com diversos tipos de queijo. “A gastronomia é muito mais que cozinhar. Trabalhamos o olhar e pensar. Busco passar a importância de saber a origem dos alimentos que usamos, a história e a cultura do local. Utilizamos apenas produtos locais pois desenvolvem a economia local e possuem mais frescor e sabor”, explicou.

Foto: Giovani Vieira

Salão do Empreendedor

O Salão do Empreendedor é uma iniciativa da FARSUL, do SENAR-RS e do SEBRAE/RS, através do programa Juntos para Competir, com parceria da Fecomércio/Senac-RS, SENAI-RS e apoio da Embrapa por meio das unidades Pecuária Sul, Uva e Vinho e Clima Temperado. Nesta edição da Expointer, considerada uma das principais feiras do setor agropecuário na América Latina, o Salão do Empreendedor tem sua programação orientada a partir dos sete segmentos selecionados por seu potencial de desenvolvimento no Rio Grande do Sul: Apicultura, Horticultura, Olivicultura, Ovinocultura, Pecuária de Corte, Leite e Vitivinicultura. Neste ano, todo conteúdo, atividades e atrações interativas proporcionados pelo Salão do Empreendedor estão relacionadas à ideia de mostrar as principais cadeias produtivas do Rio Grande do Sul com a perspectiva ‘do campo à mesa’. Dessa forma, o público conseguirá perceber a conexão do que é fornecido pelos produtores rurais, passando pelos meios de processamento até a oferta ao consumidor.

Com a inclusão da Fecomércio/Senac-RS, do Senai-RS e da Embrapa (apoio) ao grupo de entidades responsáveis pela organização do espaço e das atividades, o Salão torna-se mais completo. “A grande ideia é mostrar como se faz e o que está envolvido na produção de itens do dia a dia – detalhando cuidados, técnicas e tecnologia – e, claro, além disso, gerar oportunidades de negócios”, diz o presidente do Sistema Farsul e do Conselho Deliberativo Estadual do SEBRAE/RS, Carlos Rivaci Sperotto.

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