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Olivicultura

Agronegócios

Olivicultura traz oportunidade de diversificação aos campos gaúchos

09/01/17
Pedro Brites Pascotini

Pedro Brites Pascotini

Gerência Setorial do Agronegócio

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Oliveiras começam a dar frutos a partir do terceiro ano

Os azeites importados, que praticamente dominam as gôndolas dos supermercados, começam a dividir espaço com marcas gaúchas. Embora seja recente para os produtores do Rio Grande do Sul, a cultura da oliveira vem ganhando espaço e apoio, e deve mudar o cenário de importações de azeites e azeitonas pelo Brasil, que hoje ultrapassa R$ 1 bilhão por ano.

Dois mil hectares foram plantados até o fim de 2016 no Estado, a maior parte na Metade Sul, onde se destacam as variedades Arbequina, Arbosana, Karoneiki, Frantoio, Picual, Coratina, Leccio, Marizalina e Galega. Até o final de 2016, eram 13 marcas comerciais de azeites extravirgens e oito indústrias extratoras em solo gaúcho, números que devem crescer nos próximos anos.

O programa Pró-Oliva, instituído pelo decreto 52.479 de julho de 2015 e coordenado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul busca expandir a área destinada aos olivais, pois a produção tem muito espaço para aumentar levando-se em conta a demanda existente no mercado brasileiro. A iniciativa inclui ações nas áreas de produção de mudas, qualidade e aumento da produção e produtividade dos olivais, além de defesa sanitária, assistência técnica e pesquisa. Com isso, a estimativa é chegar a 2018 com 3 mil hectares de oliveiras.

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O Rio Grande do Sul já possui o zoneamento edafoclimático da olivicultura, elaborado pela Embrapa. O documento aponta as áreas mais propícias para a atividade e fomenta os financiamentos bancários para empreendimentos. Ao mesmo tempo, surgem mais fontes de orientação técnica aos empreendedores interessados na olivicultura, como o programa Juntos para Competir, parceria de FARSUL, SENAR-RS E SEBRAE RS.

Ao todo, o zoneamento indica cerca de 7,5 milhões de hectares recomendados para o cultivo de oliveiras no Rio Grande do Sul, espalhados desde o Centro-Norte até a Metade Sul. Uma das características da cultura é o retorno econômico de médio a longo prazo, visto que as árvores começam a frutificar a partir do terceiro ano e só atingem seu potencial máximo a partir do oitavo ano, normalmente, quando podem chegar a 15 mil quilos por hectare. Por outro lado, podem permanecer dando frutos por 70 anos. O investimento inicial é de aproximadamente R$ 13 mil por hectare, e o manejo é de R$ 1 mil no primeiro ano, chegando a cerca de R$ 3 mil no terceiro ano.

Embora a cultura ainda esteja em fase inicial de produção e de pesquisa no Estado, e a cadeia produtiva, ainda se formando, com alguns produtores industrializando a própria produção, o consumo e a importação de azeite no Brasil indicam existência de potencial de desenvolvimento da atividade.

 

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