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“Nem tudo é inovação”, diz o cientista-chefe da IBM em palestra na Mercopar

04/10/12

Da Redação

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Fábio Gandour falou para empresários e estudantes durante o evento, em Caxias do Sul

Da Redação 
Para Gandour, usabilidade é o grande catalisador da inovação (Foto: João Alves)
Caxias do Sul –  “O inovador não pede licença. Ele mete a cara e depois pede desculpa”. Foi isso que o cientista-chefe da IBM Brasil, Fábio Gandour, transmitiu para a plateia, durante a palestra sobre “Inovação, competição e lucratividade: o que uma coisa tem a ver com a outra?”, que ocorreu na quarta-feira (03/10), contando com um grande público e integrando a programação paralela da Mercopar 2012, em Caxias do Sul.
 
Em seu discurso, Gandour deixou claro que, para algo inovar, tem que ter usabilidade. “Não adianta inventar uma coisa que ninguém irá usar. A criatividade gera a invenção e a invenção só vira inovação quando é usada. A usabilidade é o grande catalisador da inovação, da competitividade e da lucratividade”, afirmou o cientista.
 
Segundo ele, a ciência, desde os seus primórdios, cresceu dentro das academias e com caráter doutrinário. E a ciência deve buscar grande impacto no resultado de seus financiadores. “Esta é a ciência negócio”, disse. Gandour ressaltou que o caminho não é fácil. “É um esforço longo, e nem sempre os resultados aparecem. O modelo todo demanda investimentos, grande parte de investimentos públicos e alguns privados. Mas as empresas devem se beneficiar desse modelo, dessa ‘moda’ que é a inovação”, explicou.
 
E atenção! O palestrante alerta que nem tudo é inovação. “A palavra inovação está agonizante. Está perdendo o seu significado, pois está sendo usada em vários produtos pelos marqueteiros. Criem o novo, produzam o novo e a sua curva Hype (Gartner Hype Cycle). O ciclo demonstrado na curva funciona”, referindo-se a forma gráfica de representar a maturidade e a adoção de determinadas tecnologias.
 
Serviços
Em relação à prestação de serviços, o palestrante afirmou que as empresas não devem tentar “salsichizar” os clientes. O verbo foi inventado para demonstrar que as pessoas não são todas iguais, como as salsichas. “Cada um é diferente e as empresas devem prestar a atenção nisso, na hora de oferecer os seus serviços”, sentenciou Gandour.
 
Conforme o cientista, na maioria das vezes, o caminho comum para se inovar não é apenas por meio das universidades. “Se estivéssemos falando nos Estados Unidos ou na Alemanha sim, é o caminho. No Brasil, há casos específicos como a Unisinos, em São Leopoldo, e a PUC-RS, em Porto Alegre, que são universidades que estimulam a inovação”, reforçou ele.
 
Ele encerrou sua participação na Mercopar dizendo que “a única coisa que temos certeza em relação ao futuro é que estamos indo para lá. Então faça alguma coisa para melhorar o futuro”.
Fábio Gandour é cientista-chefe da IBM Brasil e coordena a área de pesquisa na filial brasileira da companhia. Esta atividade faz parte de um novo modelo de pesquisa que pratica o conceito de “ciência como negócio”. É graduado em Medicina pela Universidade de Brasília e PhD em Ciências da Computação.
 
A Mercopar, que acontece até esta sexta-feira (05/10), é realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae/RS) e pela Hannover Fairs Sulamerica, empresa do Grupo Deutsche Messe AG. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.mercopar.com.br.
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