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Moveleiro

Perspectivas no setor moveleiro

Melhoria contínua é caminho para sucesso

07/12/17
Ricardo Dal Piva

Ricardo Dal Piva

Analista de Serviços Técnicos e Tecnológicos Instituto SENAI de Tecnologia em Madeira e Mobiliário

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“O que há de errado com o que está sendo feito atualmente nos processos e na gestão de indicadores de chão de fábrica das nossas empresas?”

Meu nome é Ricardo Dal Piva, sou técnico no Instituto Senai Madeira e Mobiliário de Bento Gonçalves e através de várias consultorias tenho tentado responder o que há de errado nos processos e na gestão de indicadores da produção de nossas empresas. Depois de dez anos de experiência, arrisco dizer que nada e tudo, ao mesmo tempo. Mas, se nada está errado, como explicar inúmeras falhas de gerenciamento da produção?

Elenco alguns motivos que explicam por que a gestão da grande maioria das fábricas vem fracassando na tentativa de buscar melhores resultados:

  • A competitividade entre as empresas está cada dia maior, mas a maior parte delas está apenas perseguindo seus concorrentes, ficando sempre atrás, sem realizar melhorias que gerem oportunidades para tomar a frente de seus concorrentes;
  • Diretores, gestores e principais líderes ainda não entenderam que apoiar realmente a produção é ter indicadores que possam dar subsídios para tomada de decisões fundamentadas;
  • Investimentos para automação de processos passam despercebidos ou são deixados de lado, diante da rotina e da falta de gerentes de operações com o perfil adequado;
  • Os colaboradores são um grande desafio, tanto pela falta de motivação, quanto pela falta de habilidades e de formação, deixando o empresário refém da estagnação operacional de sua fábrica;
  • As empresas buscam consultorias ou adesão a programas para resolver problemas pontuais em seu processo, atuando de forma corretiva e não preventiva.

Os motivos acima são sintomas, mas existem outros fatores que são as causas da má gestão, falta de controle e principalmente falta de indicadores para o chão de fábrica. Em média, 99% das empresas não têm dados para uma boa gestão, como por exemplo: nunca realizaram um Mapeamento do Fluxo de Valor (MFV) de sua linha, para entender sua real capacidade e demanda. Ou ainda, nunca implementaram um Overall Equipment Effectiveness (OEE), para saber qual a eficiência global de seus processos. Nunca desenharam seus leiautes com objetivo de analisar e identificar suas perdas por movimentação contra fluxos, ou simplesmente, evitar a pergunta que os empresários nunca sabem responder: “Por que o produto não ficou pronto hoje?”

Aprendi que os produtos mudam, os custos, os processos e principalmente os concorrentes mudam. Diante disso, as empresas precisam entender que a mudança não pode parar, as melhorias devem ser contínuas por mais difíceis e doloridas que pareçam. Nos próximos anos as empresas não irão fracassar por causa da qualidade dos produtos, mas sim, por deixar de lado o controle de seus processos, a ausência de indicadores e de ferramentas para mensurar a real eficiência e capacidade dos processos, pois as mudanças de cenários serão constantes independente dos processos dentro de uma empresa.

 

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