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Moveleiro

Otimização e competitividade

Indústria precisa acordar para a manufatura enxuta

22/02/18
Renato Bernardi

Renato Bernardi

Mestre em Engenharia e Especialista em STI

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A partir do momento em que há o controle sobre os desperdícios e da agregação de valor, a indústria pode tomar decisões a respeito do que fazer, por que fazer, quando fazer, como fazer e por quanto fazer

A indústria moveleira deixa escapar uma chance de aprimorar processos, reduzir desperdícios e custos e ganhar mais competitividade ao não adotar massivamente o “lean manufacturing”, ou manufatura enxuta. Das mais de 15 mil empresas moveleiras no Brasil, a grande maioria ainda não adota esse processo em sua produção.

Esse quadro nacional se repete no Rio Grande do Sul, onde um número muito pequeno adota o lean manufacturing. As empresas grandes utilizam o processo em sua gestão com foco na redução dos sete grandes desperdícios – superprodução, transporte, processamento, movimentação, estoque, espera e defeitos ou retrabalho. Já as micro e pequenas têm a preocupação com as perdas, mas não é um processo conceitualmente internalizado.

As vantagens são grandes, trazendo mapeamento do fluxo de valor (aquilo que agrega valor no processo), conhecimento da capacidade de produção, conhecimento dos tempos de ciclo de fabricação, otimização do tempo de atravessamento da produção e controle da quantidade de estoques no início e no meio do processo e de produtos prontos.

Nos últimos dois anos, o Instituto Senai atendeu 47 empresas de pequeno e médio portes da cadeia produtiva do Polo Moveleiro de Bento Gonçalves através do Programa Brasil Mais Produtivo, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (MDIC), cujo objetivo é aumentar em pelo menos 20% a produtividade das pequenas e médias indústrias participantes utilizando a manufatura enxuta.

Os resultados foram bastante positivos:

  • Redução da movimentação interna: 33% a 99%
  • Aumento de produtividade 22% a 91%
  • Redução de retrabalho e de refugo: 33% a 81%
  • Redução do tempo de ciclo de processo: 20% a 59%
  • Redução do lead time: 21% a 50%
  • Redução na utilização de espaço físico: 300 m2 a 1.000 m2

A intervenção para adoção do processo se dá por meio de visita de diagnóstico, mapeamento do fluxo de valor – estado presente, aplicação da ferramenta de manufatura enxuta e análise e documentação dos resultados. Independente do porte, a indústria deve adotar esses conceitos para que possa ser mais competitiva. A partir do momento em que há o controle sobre os desperdícios, e em que a empresa sabe o que agrega valor, ela pode tomar decisões a respeito do que fazer, por que fazer, quando fazer, como fazer e por quanto fazer. Esse é o caminho.

 

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