Loading SEBRAE

Mais buscados: sei credito consultoria boas praticas empretec

Loading SEBRAE

Inovação

Design Thinking e Inovação

Design Thinking: gerenciando projetos de inovação

17/10/17
Gustavo Moreira

Gustavo Moreira

Gerência de Inovação, Mercado e Serviços Financeiros

COMPARTILHE
A abordagem do Design Thinking ajuda a estimular a capacidade de ser intuitivo, reconhecer padrões e desenvolver ideias

Todo mundo quer inovar, porém poucos entendem o conceito e conseguem de forma efetiva e sustentável incorporar práticas inovadoras no seu dia a dia. Um dos grandes desafios dos pequenos negócios é como enfrentar o difícil caminho da inovação e criar novos produtos, serviços e experiências que apaixonem clientes e usuários.

O que diferencia empresas bem-sucedidas das não tão bem-sucedidas é a capacidade de inovar, gerar valor. Quem já entendeu isto vem buscando ferramentas para melhorar seus processos e estratégias e, fundamentalmente, possui um processo bem estruturado de gestão de projetos de inovação.

E como se dá este processo de gestão da inovação? É importante citar que existem inúmeros modelos e abordagens disponíveis para serem trabalhados e adaptados. Porém, devemos estar atentos a como tais ações serão implementadas, considerando o contexto da organização em que estarão inseridas.

O modelo que particularmente mais me agrada é a abordagem do Design Thinking na gestão de projetos de inovação, já que ela ajuda a estimular a capacidade de ser intuitivo, reconhecer padrões e desenvolver ideias que tenham significado não apenas funcional, como também emocional.

Trata-se de uma ferramenta de inovação na solução de problemas que estimula o trabalho colaborativo e coletivo com uma perspectiva de empatia plena entre os parceiros de negócio. Com as pessoas no centro do desenvolvimento, a abordagem funciona em 05 etapas:

  • Empatia: A pergunta que se faz é a seguinte: conseguimos de fato nos colocar no lugar das pessoas? Através de observação e interações definem-se as necessidades e insights que ajudam a moldar o olhar em relação os clientes.
  • Definição: Definir o que desenvolver, de forma incremental e interativa. O escopo do projeto pode não estar detalhado, mas precisa ser definido. Nesta etapa, o Project Model Canvas pode ser uma ferramenta interessante.
  • Ideação: Etapa onde efetivamente começa a se pensar fora do lugar comum, propondo soluções para o problema proposto. Não há limite de ideias nesta fase, sendo indicado que tenha variedade de perfis das pessoas envolvidas na ação.
  • Prototipagem: Fase de validação das ideias geradas. É o momento de ver o que se encaixa no projeto, juntar propostas, fazer ajustes e colocar a mão na massa. Esta é a etapa onde o conceito de inovação aberta deve estar mais presente, fazendo o desenvolvimento em parceria com parceiros de negócio e clientes.
  • Teste: Chegou a hora de experimentar os protótipos que foram desenvolvidos, validar com parceiros de negócios/clientes e escolher o que faça mais sentido, gerando resultados para a empresa.

#Dica

Para saber mais sobre o tema, existe ampla bibliografia disponível, abaixo cito algumas:

  • Gestão Colaborativa de Projetos: Renato Henrique Ferreira Branco e Dinah Eluze Sales Leite
  • Gestão Colaborativa de Projetos: Renato Henrique Ferreira Branco e Dinah Eluze Sales Leite
  • Design Para Negócios na Prática: Heather M. A Fraser
  • Project Model Canvas: Gerenciamento de Projetos sem Burocracia: José Finocchio Junior
  • Design Thinking: Inovação em Negócios: MJV Technology & Innovation

O que precisa ficar claro, independente da metodologia, abordagem ou ferramenta utilizada, é que quando falamos em projetos de inovação partimos do pressuposto que a empresa sabe o problema que está resolvendo. Parece fácil, mas não é. É por isso que muitos produtos e serviços não tem o sucesso projetado, pois há um desalinhamento entre problema e solução, com empresas entregando ao final o que o cliente não deseja.

É muito comum empresas fracassarem em seus projetos, e vejo isso como algo bastante positivo, já que é uma forma de aprendizado quando se deseja construir algo verdadeiramente impactante. O fracasso, entretanto, normalmente custa caro. É por isso que um dos princípios de empresas inovadoras é fracassar da forma mais rápida e barata possível.

Posto este cenário, a busca constante por conhecimento sobre abordagens, práticas e ferramentas se torna obrigação para qualquer empresa, independente do seu porte. Mas o mais importante: para que a inovação realmente aconteça e se torne um hábito, é preciso mudança cultural, comportamental. Uma revisão completa do mindset. E isso vai de empresa para empresa.

 

Conheça outras Soluções Digitais sobre InovaçãoClique Aqui

 

 

COMPARTILHE
ESTE CONTEÚDO FOI ÚTIL PARA VOCÊ?

Notícias

15 de Dezembro de 2017

Empresas da saúde conquistam resultados com projeto do Sebrae RS

SAIBA MAIS

 

14 de Dezembro de 2017

Sebrae RS disponibiliza conteúdo online gratuito

SAIBA MAIS

Vídeos

Ouça o podcast do SEBRAE

Sebrae RS Podcast 15/12/2017 15:14

Palestra traz impactos de novo sistema para pequenas empresas

Sebrae RS Podcast 15/12/2017 11:48

Pizzaria se moderniza inspirada em poesia, com apoio do Sebrae