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Integração Lavoura-Pecuária: boa para bolso e para o ambiente

10/01/17
Pedro Brites Pascotini

Pedro Brites Pascotini

Gerência Setorial do Agronegócio

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O produtor deixa de ser dependente de apenas uma matriz produtiva e passa a contar com mais de uma fonte de receita

Os Sistemas Integrados de Produção, ou Integração Lavoura-Pecuária (ILP), ganham força nos últimos anos como alternativa à alta demanda por alimentos e à preocupação com o meio ambiente. A medida aumenta a produção em uma mesma área, sem a necessidade de abrir novas fronteiras agrícolas, e auxilia na preservação ambiental, além de ser uma resposta para a ineficiência dos atuais modelos de produção pecuários e agrícolas – explica Pedro Brites Pascotini, da Gerência Setorial do Agronegócio do SEBRAE RS.

Outro benefício da integração lavoura-pecuária é a diversificação de atividades na propriedade. O produtor deixa de ser dependente de apenas uma matriz produtiva e passa a contar com mais de uma fonte de receita. O resultado é a redução do risco da operação agropecuária, já que uma atividade pode compensar os prejuízos da outra.

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Produzir mais com menos significa, por exemplo, ter soja e gado em uma mesma área, reduzindo custos e aumentando a lucratividade – aponta Davi Teixeira, diretor executivo da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios e consultor do SEBRAE RS. Esse sinergismo, completa Pascotini, resulta em benefícios econômicos e ambientais, produção de alimentos seguros e sustentabilidade na produção. Ou seja, a associação de cultivos agrícolas e produção animal, no mesmo espaço em fases diferentes, possibilita obter um resultado final em nível de sistema maior que a soma dos resultados das atividades realizadas individualmente. Além disso, quando bem manejado, o sistema permite menor emissão de gases que causam o efeito estufa por quantidade de alimento produzida, o que habilita projetos de integração a acessar recursos do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), com juros reduzidos. Outros benefícios comuns são a melhoria das características do solo, devido ao aumento da matéria orgânica, e redução da ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas na lavoura.

No caso de micro e pequenas empresas rurais, a diversificação sustentável é ainda mais importante, uma vez que os produtores atuam de forma mais direta com os mercados locais. Teixeira aconselha que os agricultores explorem essas qualidades na hora de comercializar seus produtos, um diferencial de mercado que pode fazer a diferença junto ao consumidor.

Para atingir esses resultados, o produtor deve buscar conhecimento especializado e fazer o planejamento de uso das áreas de acordo com a infraestrutura disponível em sua propriedade. A consultoria técnica e gerencial do SEBRAE RS atende, atualmente, 90 produtores que trabalham com a ILP de forma sustentável na região noroeste do estado. A perspectiva é triplicar este número para 2017 e alcançar outras regiões do estado.

Entre os benefícios do sistema, Teixeira aponta o aumento da produtividade por área a cada ano, com menor variação ao longo dos anos, redução do custo por unidade produzida, aumento da resistência do sistema frente a catástrofes climáticas e mercadológicas e aumento da lucratividade das operações agropecuárias.

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