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MPEs da Serra apostam em inovação para sair da crise

26/07/16

Da Redação

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Com apoio do SEBRAE/RS, empreendedores investem ainda em projetos de exportação para ultrapassar o momento de instabilidade na economia

Da Redação

As empresas participam do Programa Qualimundi, com o objetivo de exportar (Foto:Banco de Imagens)

Caxias do Sul – O momento econômico atual preocupa empresários em todos os segmentos de atuação. Para se manter no mercado, inovar, encontrar novas formas de atuação e até reinventar o negócio pode ser uma solução eficaz. Em Caxias do Sul, um grupo de empreendedores está intensificando a prospecção dos clientes e projetando mercado internacional como estratégia para superar as dificuldades. É o exemplo da Zanella e da Serrana Energia, ambas integrantes de projetos coletivos do SEBRAE/RS.

Conforme explica o gestor de projetos da Regional Serra Gaúcha do SEBRAE/RS, Aldoir Bolzan de Morais, o setor metalmecânico e automotivo é muito forte na região e forma uma cadeia composta por milhares de micro e pequenas empresas (MPEs) fornecedoras. “Esses empresários têm enfrentado graves problemas comerciais, o que acaba refletindo nas empresas menores, que são os elos mais frágeis. Muitas MPEs não têm produto final, prestam serviços específicos de forma terceirizada e, por isso, sentem muito mais esse impacto do mercado”, observa.

O gestor aponta que o setor passou por demissões, redução e adequações de custos de uma forma geral e ressalta a importância de buscar novas oportunidades. “Temos um grupo de empresas realizando capacitações e consultorias com foco na exportação, pois o mercado brasileiro está desaquecido e precisamos aumentar a participação no exterior, começando pelos países vizinhos, onde existem oportunidades a conquistar”, afirma.

Morais lista algumas razões que, no entanto, ainda são gargalos para esse avanço. Entre os principais está o alto custo da logística, a burocracia documental, a variação cambial e a própria visão do empreendedor. Apesar da localização do Rio Grande do Sul não favorecer e oferecer grande fluxo e trânsito de navios para países distantes, os vizinhos do Mercosul, onde o idioma e aspectos culturais ajudam nas negociações, são oportunidades. “Precisamos trabalhar forte para criar a cultura exportadora no médio prazo para as empresas, pois desta forma o empresário não ficará refém de um único mercado. Com nova visão e postura empreendedora, o caixa comercial delas poderá ser composto por receitas da exportação de modo contínuo”, disse.

Novas perspectivas
Nesse contexto está a Zanella, especializada em utensílios domésticos. Formada há mais de 30 anos por um núcleo familiar, os negócios sempre foram conduzidos com a visão de diversificar os produtos diante das necessidades do cliente. De acordo com o gerente Comercial, Andrigo Zanella, são mais de 800 itens, comercializados em todo o território nacional. “Até 2015, nós nos dedicamos muito aos processos internos e, desde o início deste ano, intensificamos a prospecção de clientes. É o ano de ‘agredir” um pouco mais o mercado”, explica. Para isso, o empresário viaja duas semanas por mês a fim de acompanhar de perto esse trabalho. E os resultados já aparecem. No primeiro semestre, houve aumento de 8% no faturamento com relação ao mesmo período de 2015. O próximo passo é internacionalizar os negócios. “Estamos participando do projeto Qualimundi, do SEBRAE/RS e nos preparando para exportar. Já fizemos um embarque e estamos estudando o mercado na Bolívia”, revela.

A Serrana Sistemas de Energia produz equipamentos para fornecimento, correção e geração de energia para diversas áreas de atuação. As novas frentes da empresa incluem energia solar. O diretor de vendas, Lolri Luis Furlan, conta que a Serrana atua no ramo de energia há cinco anos, mas trabalhava com representação desde 2002. “A vontade de mudar se deu pelo objetivo de trabalhar na indústria, queríamos desenvolver produtos. Estávamos instalados em uma incubadora e, em 2013, passamos a contar com o apoio do SEBRAE/RS”.

Naquele ano, integraram o projeto de Óleo e Gás, e depois o Qualimundi, também com o objetivo de exportar. Furlan, ao mencionar a crise, aponta um problema grave, especialmente entre as MPEs. “A crise existe, mas mesmo assim tivemos crescimento. O que acontece é que os bancos diminuíram muito o crédito para necessidades como capital de giro”, cita o empreendedor. Para justificar o crescimento, o empresário credita ao constante trabalho por inovação e produtos novos. “Além disso, ano que vem iniciaremos as exportações para destinos como Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia”, finaliza.

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