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Empresário escolarizado comanda negócios mais duráveis

22/05/13

Da Redação

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Estudo do Sebrae mostra aumento no grau de escolaridade dos donos de empresas, melhorando a tendência de sobrevivência dos empreendimentos

Mariana Ramos e Gabriela Flores

Brasília – “Mais escolarizados, os empresários têm mais chance de inovar para crescer no mercado”. A máxima que virou jargão entre especialistas em gestão é comprovada por estudo inédito do Sebrae, baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na última década, enquanto o percentual de empresas que sobreviveu até o segundo ano de atividade saltou de 51% para 73%, o retrato da escolaridade dos donos de negócio também passou por grande transformação. Em 2001, 62% dos donos de negócio tinham somente até o Ensino Fundamental e apenas 38% haviam atingido o Ensino Médio ou mais. Já em 2011, o número de empresários com Ensino Médio ou mais cresceu para 53%, em contrapartida à redução para 47% daqueles que pararam os estudos durante o Ensino Fundamental.

A relação entre o aumento do índice de escolaridade e a taxa de sobrevivência levou ainda a uma nova atitude entre os empreendedores: mais escolarizados, a decisão por abrir seu próprio negócio deixou de ser fundamentada na necessidade para ser uma definição de oportunidade de negócio. Essa análise confirma informações de pesquisa anterior realizada pelo Sebrae, que apontou um forte crescimento da taxa de negócios estimulados pela oportunidade de mercado, superando os investimentos por pura necessidade.

“A educação está intimamente ligada à qualidade do empreendedorismo em todos os países. A boa notícia é que o aumento da escolaridade no Brasil também está trazendo reflexos positivos para os pequenos negócios”, explica Luiz Barretto, presidente do Sebrae. “Ao desenvolver competências empreendedoras, as pessoas ampliam sua visão, planejam melhor e ampliam as chances de sobrevivência e crescimento do negócio próprio”, completa.

Investindo nessa direção, a educação empreendedora tem sido um dos principais foco de atuação do Sebrae, que já levou a temática do empreendedorismo a quase duas milhões de pessoas por meio de cursos que vão desde o Ensino Fundamental, como o Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP) – aplicado há mais de dez anos – até o Empretec, metodologia voltada para empresários. Em busca de novos caminhos para o ensino do empreendedorismo nas escolas, o Sebrae promove, de 27 a 29 de maio, o primeiro Encontro Nacional da Educação Empreendedora reunindo, com participação do Ministério da Educação (MEC), especialistas no tema do Brasil e exterior. O evento será no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.

A importância de se aprender sobre o empreendedorismo pode ser comprovada por meio de experiências vividas por inúmeros estudantes, como na história do médico Caio Nunes. Em 2007, mesmo não sendo um estudante da área de gestão, ele participou do Desafio Sebrae. Hoje, ele percebe que o jogo foi uma vivência enriquecedora para suas atividades atuais. Caio é dono de uma clínica de soluções de tecnologia e diagnóstico por imagens. Ele aplica o que aprendeu no Desafio Sebrae no negócio, inaugurado este ano, em São Paulo. “O conhecimento de gestão e de equipe adquirido nas três edições do Desafio Sebrae levei para minha vida profissional”, garante o radiologista.

E os exemplos se multiplicam pelo país. No Rio Grande do Norte, o empreendedorismo saiu da sala de aula e hoje faz parte da rotina de Emiliane de Sousa, de 18 anos. Ela abriu um pequeno negócio em Itajá, a 200 km da capital, Natal. Em dezembro de 2012, ela concluiu a disciplina de empreendedorismo por meio do projeto Despertar no segundo ano do Ensino Médio. Desde então, vende roupas femininas. Conquistou uma clientela cativa. “Nunca havia pensado nesse mundo empresarial. Ter tido contato com a disciplina do empreendedorismo fez com que minha visão fosse ampliada”, reconhece. Casada, ela sonha em conquistar ainda mais consumidoras. “Não quero mais sair do mundo dos negócios. É uma vivência fascinante”, assinala.

 

Novos caminhos

Em Salvador, o estudante do primeiro semestre de Administração de Empresas, Alexsandro Freitas Silva, de 40 anos, diz que a disciplina que está cursando na faculdade abre novos caminhos e ideias para o mundo dos negócios. “Estou aprendendo a planejar e ter mais critérios”, afirma. Alexsandro é dono de duas pequenas empresas na capital baiana: uma locadora de veículos e uma corretora de assistência médica, saúde, previdência e vida.

 

Mais informações:
Assessoria de Imprensa Sebrae
(61) 2107-9300
(61) 2104-2770/2769/2766
(61) 3243-7851

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