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Empresa de Santa Maria recebe aporte financeiro de fundo de inovação

A Chip Inside desenvolveu um sistema capaz de monitorar a saúde de vacas e garantir melhor produtividade à distância

24/04/17

Da Redação

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Sistema da Chip Inside monitora a saúde de vacas (Foto: Divulgação)

Sistema da Chip Inside monitora a saúde de vacas (Foto: Divulgação)

Santa Maria – O sonho dos irmãos Thiago e Leonardo Guedes de trabalhar com inovação e tecnologia nasceu ainda no curso de Engenharia Elétrica na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A ideia era desenvolver um sistema que pudesse ser aplicado na criação bovina e monitorasse o bem-estar do animal, garantindo saúde e produtividade, e assim nasceu a Chip Inside. Após serem contemplados pelo Edital Inova Pequena Empresa em 2014, fomentado pelo SEBRAE RS, a empresa ganhou nova modelagem de negócios e acaba de se tornar o primeiro empreendimento brasileiro a receber aporte financeiro do fundo Criatec 3, que tem entre os financiadores o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Badesul e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

A empresa nasceu em 2010 e, desde então, vem garantindo por meio de pesquisas e fomento de editais, o aprimoramento da solução. O gestor de projetos de Inovação do SEBRAE RS Gustavo Schneck Moreira conta que os sócios foram selecionados já com a ideia em desenvolvimento. “Vimos o negócio crescer. Foi importante para eles, pois auxiliamos em questões que seriam fundamentais para o plano de negócios”, disse. O acompanhamento da entidade e o investimento possibilitariam realizar testes de campo e produzir o primeiro lote experimental. “Durante dois anos, eles receberam mentorias e acompanhamento constante para a execução de toda a parte tecnológica”, explica Moreira.

A Chip Inside se tornou especializada no monitoramento em tempo real e com precisão do comportamento do animal, bem como do ciclo reprodutivo do gado de leite. A coleta de dados é feita por meio de uma coleira e detecta os níveis de ruminação e demais atividades do animal. O Brasil possui mais de 200 milhões de bovinos, fator que garante um mercado em potencial para este serviço. Thiago Guedes conta que iniciativas semelhantes existem no exterior, mas nada parecido era feito no Brasil. “Além disso, sabemos o peso que a pecuária tem em nossa economia. Cuidar do bem-estar dos animais é importante para o produtor”, conta.

No início, com uma bolsa concedida pelo Conselho Nacional de Desernvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), os empreendedores contrataram pesquisadores para desenvolver o sistema. Em seguida, instalaram-se no polo tecnológico da UFSM. “Chegamos em um ponto que precisávamos de apoio para dar um passo importante, que era desenvolver o hardware, fazer testes de campo e acompanhar resultados. Isso foi possível com o edital do SEBRAE RS”, ressalta.

Novos rumos

Entre os diversos benefícios que o edital proporcionou, o empresário destaca o desenvolvimento do aspecto remoto do negócio, ou seja, o acompanhamento via wireless das atividades. “Definimos aspectos essenciais para nossa proposta. Ao final, conseguimos realizar os testes e produzir os primeiros protótipos”, detalha. Foi nesse processo, porém, que ambos perceberam que era necessário vender a ideia sob outro ponto de vista. “Nós não devíamos vender o sistema, que demandaria a aprendizagem e gasto de tempo com acompanhamento por parte dos produtores. Nosso negócio era a venda do serviço”, relembra Guedes. Além disso, o custo alto poderia excluir pequenos e médios produtores. Com as mudanças, uma equipe se responsabiliza por receber os dados e fazer o diagnóstico.

Recentemente, a startup foi contemplada com o fundo de investimento Criatec 3. “É como se fosse uma sociedade. Eles vão investir, também, com aporte técnico e uma equipe de aceleração”, releva o empresário. Hoje são mais de 2 mil animais em acompanhamento. O Criatec 3 permitirá a ampliação desse mercado, podendo resultar em 100 mil vacas acompanhadas nos próximos seis anos.

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