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Mercado gaúcho de games se consolida como um dos mais fortes do Brasil

18/07/17
Debora Chagas

Debora Chagas

Gerência Setorial da Indústria

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Percebemos que nós estamos contratando novos colaboradores e outros estúdios também. Parece que a crise não chegou para o mercado de games

O Rio Grande do Sul é um grande polo produtor de games, sendo responsável por um faturamento de R$ 8,5 milhões no ano de 2016 de acordo com dados da Associação de Desenvolvedores de Jogos Digitais do Rio Grande do Sul (ADJogosRS). O valor impressiona se comparado com o registrado em 2013, que foi próximo de R$ 3 milhões, apresentando mais que o dobro de crescimento. Para o diretor executivo da entidade, Ivan Silveira, a organização e a colaboração são alguns dos pontos que tornam o estado tão produtivo na área.

 

“O mercado no Brasil tem crescido muito rápido. É possível dizer que tínhamos um cenário antes de 2012 e outro agora, em que as empresas estão mais evoluídas. A própria existência de uma associação é algo que torna tudo mais profissional”, explica. Um dos papéis da ADJogosRS é promover a integração entre os empreendedores mais experientes e os iniciantes, fazendo com que eles troquem experiências e se ajudem. Elas também organizam viagens para conhecer outros mercados e participar de feiras internacionais. “O Brasil tem diversos negócios em destaque, principalmente em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. Nenhum deles tem uma associação por trás, que promova um crescimento mútuo. Diversos locais estão criando entidades inspiradas no RS”, conta.

 

Atualmente, os estúdios de desenvolvimento de games trabalham com duas principais fontes de renda: os jogos produzidos para outras empresas e os próprios. Na primeira categoria entram os advergames (jogos publicitários), educacionais e para ações de gamificação. Já na segunda está o desenvolvimento de projetos próprios em que o investimento é maior, mas pode ser mais lucrativo a médio prazo, caso o jogo faça sucesso. A ADJogosRS afirma que 35% dos estúdios trabalham atendendo projetos externos e 65% com games próprios. A maior parte trabalha com os dois métodos ao mesmo tempo, como estratégia de sustentabilidade.

 

Em relação às plataformas para os quais os jogos são produzidos, a maior parte trabalha com jogos para PC (vendidos em sites como o Steam) e para mobile, vendendo no Google Play e App Store, da Apple. A produção para consoles é mais difícil por depender de um credenciamento prévio com grandes players internacionais e de ter projetos aprovados antes mesmo de começar a produzi-los.

 

Um dos focos do mercado gaúcho está na internacionalização das atividades. A Aquiris é uma das maiores empresas do Rio Grande do Sul no ramo e tem foco total no mercado externo, atuando há cerca de sete anos com clientes internacionais, sendo os Estados Unidos o principal. “Toda a nossa receita vem de fora do Brasil. Quem trabalha com jogos parte da premissa de que esse é um negócio com vocação global”, argumenta o sócio-diretor Israel Mendes. Ele salienta que é mais fácil encontrar profissionais com alto grau de qualificação em outros países. Ao todo, a Aquiris possui 60 colaboradores e seis sócios executivos e está localizada no Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc). Eles começaram a participar de feiras internacionais em 2009, focando em Estados Unidos, Europa e Ásia. Foi o networking que tornou possível fazer negócios com empreendimento de outras nacionalidades.

 

Outro exemplo de empresa de destaque no Rio Grande do Sul é a Hermit Crab Game Studio, que está em constante processo de expansão. “Percebemos que nós estamos contratando novos colaboradores e outros estúdios também. Parece que a crise não chegou para o mercado de games”, comemora o sócio e diretor de TI Wallace Morais. Ele avalia que os bons resultados são consequências do amadurecimento que a empresa teve nos últimos anos, . Eles também trabalham com jogos próprios e por encomenda, dividindo o tempo igualmente entre as duas demandas. O empreendimento fundado em 2014 possui três sócios e oito colaboradores. No momento, apostam todas suas fichas em buscar parcerias com outros países e tem se relacionado principalmente com empresários europeus.

 

“No Rio Grande do Sul temos cada vez mais capacidade de organização e empreendedorismo, mas ainda falta um pouco. Comparando com o mercado nacional, estamos realmente muito bem”, afirma Wallace. O sócio da Aquiris concorda e vê boas perspectivas para os próximos anos. “O mercado gaúcho tem vários dos melhores estúdios do Brasil. O país vê que estamos fazendo um trabalho diferenciado e que temos bastante talento aqui. Somos um polo de criatividade”, finaliza Israel.

 

 

 

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