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Cicloturismo no extremo Sul do Estado gera novos negócios

Região serrana próxima de Pelotas ganhará roteiro especializado a partir de 2018

02/10/17

Da Redação

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Pelotas – Em 115 km: turismo, esporte, educação, ecologia e negócios. Assim pode ser resumida uma ideia que deve se tornar realidade a partir de março de 2018. É a Via Ecológica Serra dos Tapes, uma forma diferente de promover economicamente a região serrana de parte da Zona Sul do Rio Grande do Sul. À frente do plano trabalham diversos empreendedores que, apoiados pelo SEBRAE/RS e seu Projeto Costa Doce Natureza, vão criar a primeira rota latinoamericana de cicloturismo com envolvimento ecológico do início ao fim.

Já estão confirmados como integrantes da Via Ecológica as empresas Casa Grupelli, Café Paiol, Hotel Fiss, Restaurante Cascata Colonial, Família Jung e Pedal Curticeira (Foto: Banco de Imagens)

A gestora do projeto na regional Sul do SEBRAE/RS, Jussara Cruz Argoud, entende que este pode ser um roteiro inovador e de alto potencial para as micro e pequenas empresas envolvidas. “O cicloturismo no Brasil está crescendo e possui um perfil de praticantes interessante em busca de aventura, mas que valoriza serviços e produtos de qualidade”, comenta. O roteiro da Via Ecológica pode beneficiar diversos tipos de negócios, sobretudo os de pequeno porte, como pousadas, bares, restaurantes e agroindústrias familiares, explica Jussara.

E é exatamente o que pretendem os empreendedores que participam do planejamento dessa nova atração. Leandro Karam é um deles. Biólogo de formação, é experiente praticante de cicloturismo e mountain bike. Tornou-se Microempreendedor Individual (MEI) com o propósito de aplicar seu conhecimento de estradas e trilhas da região serrana do extremo Sul do Brasil para gerir um negócio na área. “Com a compreensão das prefeituras das cidades de Pelotas e de Morro Redondo, conseguimos também mobilizar empresários que estão no projeto, pois o traçado de 115 km é ideal para ser realizado em três dias, usufruindo (e necessitando) de serviços e produtos de apoio ao turista”, relata.

Participam, portanto, empreendimentos que comercializam ou vão comercializar a infraestrutura a ser trabalhada especificamente para a ideia. “Hospedagem, alimentação, segurança, mecânica básica e atendimento especializado devem ser a base de atração. Contudo, a questão ecológica se tornou um diferencial porque está no perfil da região. Há inúmeras agroindústrias que já possuem em suas atividades conhecimento com a ‘pegada’ ecológica”, conta Karam. Um exemplo de como pode funcionar o envolvimento desses negócios é oferecer a possibilidade de colheita de frutas, ensinar sobre produção orgânica, sensibilizar o público para o respeito ao meio ambiente, etc.

O marco zero do roteiro deverá ser o local conhecido como Trevo das Cascatas. Com a sinalização bem marcada, pontos de apoio, divulgação nacional e capacitação das empresas envolvidas, a expectativa é alta. “Nos últimos anos, promovi eventos de sucesso em cicloturismo que concentravam muita gente, mas por pouco tempo. Também aprendi que há uma parcela grande de pessoas que preferem fazer o passeio no seu próprio tempo, com suas paradas e explorações para fotografia, para descanso, etc.”, explica o empreendedor.

Segundo ele, há informações de um relatório da Federação Europeia de Ciclismo, dando conta de que o segmento movimentou 44 bilhões de euros no continente apenas no ano de 2012 e, em 2014, empregou 524 mil pessoas – número maior que o de empregos produzidos pelo varejo, que aparece em segundo lugar com 80 mil postos de trabalho. No Brasil, ainda não existem dados oficiais sobre a atividade, mas segundo Eliana Garcia, diretora do Clube de Cicloturismo do Brasil, a procura por essa modalidade tem aumentado.

Já estão confirmados como integrantes da Via Ecológica as empresas Casa Grupelli, Café Paiol, Hotel Fiss, Restaurante Cascata Colonial, Família Jung e Pedal Curticeira. Entre os benefícios para os turistas, há a ideia de criar um passaporte que identifique as passagens nos locais do roteiro e, depois, presenteie os participantes com brindes e descontos nos serviços e produtos. “Estamos seguindo o planejamento e, até fevereiro de 2018, o site deve estar pronto, assim como as placas e orientações físicas no traçado”, finaliza Karam.

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