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Campanha e Fronteira Oeste destaca prioridades para o potencializar as MPEs da região

31/07/12

Da Redação

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Levantamento que o Sebrae/RS está realizando em todo o Estado será entregue aos novos prefeitos em dezembro

Da Redação
 
Superintendente do Sebrae/RS, Leo Hainzenreder (Foto: José Eduardo Trindade)
 
Santana do Livramento – A profissionalização da gestão pública, a aprovação e a implementação da Lei Geral das MPEs, o desenvolvimento do turismo regional e a criação de escritórios de projetos para os municípios foram os aspectos elencados como prioritários para potencializar as micro e pequenas empresas da região da Campanha e Fronteira Oeste. O resultado foi construído nesta terça-feira, dia 31 de julho, durante o 3 encontro MPE Grande do Sul, realizado pelo Sebrae/RS, e que reuniu mais de 40 lideranças empresariais e de entidades no município de Santana do Livramento. Os encontros MPE Grande do Sul estão ocorrendo em todas as regiões do Estado com o objetivo de discutir as necessidades e as potencialidades dos pequenos negócios.
 
 
O documento com as contribuições e reinvindicações do Estado servirá como cartilha de orientação para ações futuras em todos os municípios com foco no desenvolvimento das micro e pequenas empresas gaúchas. “A radiografia que o Sebrae/RS fará até setembro, por meio de dez encontros, será apresentada no dia 4 de dezembro, em Porto Alegre, no Fórum de Gestão Pública, e, posteriormente, entregue aos 496 prefeitos que iniciarão seus mandatos em 1º de janeiro de 2013”, disse o superintendente Leo Hainzenreder, lembrando que 99% das empresas no Brasil são de micro e pequeno porte, mas a sua participação no Produto Interno Bruto não é muito superior a 20%. “É preciso qualificar a mão-de-obra, investir em inovação e modernas práticas de gestão, no planejamento estratégico e buscar a profissionalização continuada para que as MPEs possam ampliar o seu percentual de participação no PIB, destacou.
 
 
 
A visão do Sebrae/RS
 
Coube a Hainzenreder falar aos presentes sobre a visão da instituição a respeito das MPEs e o desenvolvimento local e regional. Ele destacou que, hoje, o Sebrae/RS tem como público-alvo mais de 1 milhão e 100 mil empreendimentos formais no Rio Grande do Sul, englobando micro e pequenas empresas, empreendedores individuais e produtores rurais. “Na região da Campanha e Fronteira Oeste, temos um público potencial de 74.343 mil empreendimentos formais, para ofertarmos gestão empresarial, incentivo a busca pela inovação e tecnologia, acesso a mercados, orientação ao crédito, o fomento ao empreendedorismo e impulso a políticas públicas que criem um ambiente econômico favorável ao crescimento dos pequenos negócios”, afirmou Hainzenreder.
 
 
O superintendente citou ações importantes do Sebrae/RS para impulsionar o desenvolvimento das micro e pequenas empresas gaúchas. “Temos o Programa Negócio a Negócio, que visa a melhoria da gestão das micro empresas e dos empreendedores individuais e que deverá atender a mais de 45 mil negócios deste porte em 2012. Com o SebraeTec e o Programa Agentes Locais de Inovação, estamos levando às MPEs a consciência do quanto é importante buscar processos inovadores.
 
 
O Programa Sebrae 2014 nos permite mostrar aos pequenos negócios gaúchos como usufruir da série de oportunidades que serão geradas no Estado com a Copa do Mundo de 2014″, falou. Léo Hainzenreder ainda lembrou de iniciativas como o Sebrae Mais, o Sebrae no Territórios da Cidadania, o importante trabalho de sensibilização realizado na aprovação e da implementação da Lei Geral das MPEs nos municípios gaúchos, e o Programa Fornecer, realizado em parceria com o Governo Estadual, abrindo novas e boas perspectivas para os empreendimentos de pequeno porte em relação as compras governamentais.
 
 
 
Cenários
 
O economista e consultor do Sebrae/RS, Eduardo Starosta, apresentou cenários para a região, o Rio Grande do Sul e o Brasil do ponto de vista das micro e pequenas empresas. Ele traçou um paralelo entre o crescimento econômico brasileiro, gaúcho e da Região da Campanha, mostrando que a economia da região tem oscilações mais intensas do que a gaúcha. “O crescimento econômico regional vem sendo superior ao padrão gaúcho e brasileiro”, salientou. Starosta destacou, também, que a Campanha mostra tendência de aumentar lentamente sua participação na economia brasileira e gaúcha. Entre 2000 e 2011, a representatividade passou de 4,86% para 5,20. O apogeu foi em 2006, com 5,27%.
 
 
O consultor lembrou que a o setor Agropecuário da Campanha e Fronteira Oeste é responsável por 22% do PIB regional, tendo como destaque a produção do arroz, sorgo a pecuária de corte (bovinos e ovinos) e lã. “Representa cerca de 12% do PIB agropecuário do RS e vem tendo evolução de longo prazo similar a gaúcha e superior a brasileira. Nos últimos 11 anos, a participação da Região da Campanha no PIB industrial do RS oscilou entre 3,68% (2004) e 3,19% (2009). A melhoria de posicionamento conquistada entre 2003 e 2006 se deteriorou nos anos seguintes. Uruguaiana, Itaqui, São Borja e Alegrete são os maiores polos industriais da Região, concentrando 49% do PIB das fábricas. Já a participação do comércio e serviços no PIB vem caindo em relação ao Brasil e RS. Tal tendência mostra ser contínua nos últimos 10 anos. Uruguaiana, Bagé, São Borja, Alegrete e Santana do Livramento são os maiores polos de comércio e serviços da Região, concentrando 60% do PIB setorial.
 
 
Se por um lado há tendência recente de aumento da participação das exportações da Campanha no contexto gaúcho, a região tem como base exportadora hegemônica unicamente a carne bovina. Dos 20 municípios da Região da Campanha, 15 são exportadores.
 
 
Com relação aos cenários empresariais, em 2010 a Região ultrapassou o patamar de 18 mil empresas. Apesar do avanço dos últimos anos, fica evidente a tendência de queda de participação no contexto gaúcho. “A dinâmica de evolução empresarial da região, mesmo positiva é um ponto crítico regional. A Campanha conta com uma média de uma empresa para cada 41 habitantes”, destaca o consultor. Pelo lado positivo, nos últimos anos, a oferta de emprego na Região vem crescendo em ritmo mais acelerado do que a média do RS. Em termos de densidade empresarial, a Região da Campanha mostra sua vocação para comércio e serviços e atividades rurais. Os segmentos com maior tendência de expansão são: Transporte, Comunicações e Construção Civil.
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