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Leite e Derivados

Cenário

O que o futuro reserva para a produção leiteira no RS

15/03/18
Ana Carolina Cittolin

Ana Carolina Cittolin

Gerência Setorial do Agronegócio

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O mercado naturalmente eliminará os “tiradores” de leite e permanecerão os produtores de leite

Depois de um ano muito ruim para o produtor com os baixos preços do leite e alto custo dos insumos, o mercado dá sinais de recuperação. As previsões são otimistas para 2018. Apesar da tendência de manutenção do alto custo dos insumos, o preço do leite tende a se recuperar ao longo do ano, proporcionando aumento nas margens do produtor. Com esse fenômeno cíclico da economia, observamos de forma mais clara a evasão do produtor de leite não especializado. Há muito tempo se projeta a redução no número de famílias produtoras de leite no País, que ocorre gradualmente, mas se intensifica nos anos de crise. Até que ponto isso é ruim para o mercado lácteo gaúcho?

Não podemos mais negar a necessidade de profissionalização na cadeia láctea. A nossa realidade de produção familiar não será alterada no longo prazo, mas a visão e a posição da produção de leite dentro da propriedade, sim. O mercado naturalmente eliminará os “tiradores” de leite e permanecerão os produtores de leite. Nas propriedades o leite passará a ser a principal atividade, fonte de renda e sustento para as famílias. O abandono da atividade será mais intenso em regiões menos tradicionais. O produtor deverá ser mais eficiente, para sentir menos o impacto das oscilações do mercado. A concentração da produção em algumas regiões será benéfica para a cadeia, otimizando a logística, favorecendo a concorrência e aumentando o número de profissionais na região, para citar apenas alguns fatores.

O futuro pode ser muito bom. Serão menos famílias na atividade, mas com profissionalismo e qualidade do produto muito superiores. Esse produtor tende a ser melhor remunerado, e as famílias, mais felizes no campo.

A retomada do consumo de lácteos

A atitude do brasileiro nas compras de supermercado é o reflexo da economia. Lemos as notícias da queda dos juros e da inflação, e tudo isso se reflete no carrinho de compras. Durante os últimos anos, observamos uma mudança nos hábitos de consumo. O consumidor mudou da marca mais cara para a mais em conta, diminuiu a frequência de compras, trocou o mercado de bairro pelo atacado, focou mais no preço do que na qualidade dos itens básicos de consumo e buscou promoções. Os derivados lácteos foram diretamente impactados por essa mudança de comportamento. O leite, não tanto. Junto com o arroz, o feijão e a carne, o leite é ingrediente da dieta básica do brasileiro. Por mais difícil que seja a situação econômica, eles estão sempre presentes na cesta de compras, em maior ou menor quantidade. Já os derivados lácteos são considerados “luxos” e rapidamente são cortados da dieta em tempos de crise. Se você observar os itens comprados pelas famílias brasileiras hoje, você verá que a manteiga e o requeijão já estão de volta ao carrinho de compras. Outros produtos lácteos ainda serão gradualmente incorporados à lista.

A retomada da confiança do consumidor na economia será gradual. Esse consumo não será tão elevado quanto o visto nos anos antes da crise, porém já representa uma luz no fim do túnel. Neste início o movimento será de substituição de marcas, busca por qualidade e retorno de alguns produtos que haviam sido excluídos da lista de compras. O consumo será mais consciente. Esse movimento abre oportunidade para as indústrias desenvolverem produtos e embalagens buscando atender aos anseios desse consumidor e potencializar o retorno do consumo de lácteos. O consumidor está mais comedido, analisa mais, compra menos quantidade e busca mais a qualidade dos produtos. A indústria deve estar atenta para aproveitar a oportunidade e alavancar as vendas dos produtos lácteos. Será bom para todos.

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