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Números no campo

Métricas e indicadores mais importantes na produção de carne bovina

12/01/17
Roberto Grecellé

Roberto Grecellé

Gerência Setorial do Agronegócio

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Elementos principais: lotação e ganho médio diário, taxa de desmame, taxa de desfrute, referenciamento da equipe, produção de arroba/ha/ano, desembolso por cabeça por mês e lucro por hectare por ano.

Há uma imensidão de dados que podem falar sobre como anda uma propriedade focada na produção de carne bovina. O acompanhamento tem se tornado cada vez mais ágil com o surgimento de softwares de gestão rural. Mas o simples fato de as informações estarem disponíveis não significa que fazem sentido ou têm o mesmo peso de significado. Como definir, então, o que realmente é relevante para entender o desempenho de uma propriedade?

O Gerente Regional da Campanha e Fronteira Oeste do SEBRAE RS, Ângelo Aguinaga, sugere dividir os dados em dois grupos: os mais técnicos e produtivos e os ligados aos fatores econômicos.

– É impossível deixar de pensar na lucratividade, que é um dos elementos principais levando em conta as questões econômicas. Pensando em produtividade, a taxa de desmame é essencial – escolhe.

De acordo com o Instituto Terra de Métricas Agropecuárias (Inttegra), focado em assessoria de métricas gerenciais, é possível estabelecer sete elementos principais: lotação e ganho médio diário, taxa de desmame, taxa de desfrute, referenciamento da equipe, produção de arroba/ha/ano, desembolso por cabeça por mês e lucro por hectare por ano.

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A taxa de desmame é importante por identificar os níveis de fertilidade dos animais e quantificar as mortes pré-parto e perdas de bezerros. Já a taxa de desfrute se refere a quanto o rebanho “rendeu” em relação ao número inicial de cabeças, crescendo. O referenciamento da equipe é um indicador mais subjetivo. Deve-se analisar se os trabalhos estão sendo realizados com qualidade na propriedade e se o número de pessoas dá conta da demanda. O percentual que os trabalhadores representam no faturamento da empresa deve ser levado em conta também. A produção de quilos/ha/ano está relacionada profundamente com o quanto a empresa fatura.

O desembolso por cabeça por mês e lucro por hectare por ano são os indicadores finais e que ajudam a entender o quanto a estratégia administrativa traz lucros para o produtor. O lucro é variável em cada região do país, mas deve levar em conta o total geral de despesas, a variação do rebanho e a área total de pasto.

É preciso fugir das médias de produtividade brasileiras atualmente, influenciadas por baixa aplicação de tecnologia no campo, e perseguir resultados de propriedades tecnificadas, a fim de obter êxito no negócio pecuário. A taxa de desmame média no Rio Grande do Sul, por exemplo, é de cerca de 60%, considerada muito baixa por especialistas. Em propriedades com manejo adequado, ela supera os 80%. Os ganhos nos indicadores técnicos costumam impactar positivamente nos econômicos.

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