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Apicultura

Muito além do mel

Apicultura é viável economicamente e oferece alternativas para produção

19/01/17
Fabiano Nichele

Fabiano Nichele

Gerência Setorial do Agronegócio

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Para entender a viabilidade econômica da apicultura, é preciso conhecer como se organiza a produção. Existem três tipos de classificação para apicultores: básico, intermediário e avançado.

O Rio Grande do Sul é o maior produtor apícola do país, com cerca de 400 mil colmeias espalhadas pelo Estado, de acordo com a Emater. Além do mel – que o Estado produz 6 mil toneladas a cada safra, representando 15% da produção brasileira -, diversos outros produtos são oriundos da apicultura. É o caso da geleia real, rica em cálcio e vitaminas D e E; da própolis, com propriedades anti-inflamatórias; e da cera, utilizada pela indústria cosmética.  

Mas para extrair o melhor do negócio, o apicultor deve estar bem informado sobre aspectos produtivos – que requerem uma série de procedimentos de higiene e sanidade relativos ao manejo e instalações, o apicultor deve estar de olho nas oportunidades de mercado, aumentando a rentabilidade.

De acordo com dados do SEBRAE RS, é recomendado que o apicultor inicie sua produção com 3 ou 4 colmeias. Dessa forma, é possível se familiarizar mais com as abelhas e entender como fazer um manejo adequado. Outro elemento importante para quem pretende começar no negócio é fazer um bom plano de negócios. Planejar os gastos, observar a realidade local do espaço que será utilizado (se tem acesso fácil a água, disponibilidade de vegetação, animais que vivem nas redondezas etc) e administrar a produção de forma profissional também são ações essenciais. O produtor precisa acompanhar a perda de abelhas, que em geral varia de 10% a 15% para formigas e enxameação.

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Para entender a viabilidade econômica da apicultura, é preciso conhecer como se organiza a produção.  De acordo com um estudo de viabilidade econômica da apicultura desenvolvido pelo SEBRAE, existem três tipos de classificação para apicultores: básico, intermediário e avançado. O básico produz até 50 colmeias, mas inicia com aproximadamente 20. Em geral, utiliza mão de obra familiar e vê a prática como uma renda secundária. O intermediário possui de 200 a 300 colmeias, procura vender mel em atacado, utiliza mão de obra própria, mas nas épocas de alta demanda contrata diaristas. Como a produção exige pouca infraestrutura para ele, os custos gerais ainda se mantém menores. Já o avançado possui acima de 300 colmeias, sendo o mais comum que tenha aproximadamente mil. Possui funcionários contratados, chama diaristas quando há muito trabalho e tem uma estrutura mais completa, com caminhões e máquinas que auxiliam nas rotinas. Ele costuma vender em atacado aumentando a taxa de retorno por ganhar em escala.

O mercado consumidor é amplo, tanto nacional quanto internacionalmente. Produtos secundários também têm ganhado visibilidade, deixando o produtor menos dependente da produção de mel e incrementando a produtividade da propriedade. Itens como geleia real, própolis e cera encontram saída nas indústrias de laticínios, cosméticos, panificação e farmacêutica. Na própria agroindústria, é possível vender abelhas-rainhas e enxames para outras produções apícolas e oferecer polinização para outros setores do cultivo agrícola, o que aumenta a produtividade e melhora a qualidade das plantas.

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